Mato Grosso do Sul tem demonstrado um avanço notável no combate à pobreza, com dados recentes indicando que 44.604 residentes superaram essa condição em um período de apenas dois anos, entre março de 2024 e março de 2026. Esse progresso é atribuído à robustez econômica do estado e a uma série de iniciativas focadas na inclusão social, conforme revelado pelo Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.
A Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead) é a responsável pela implementação de programas estruturantes que visam a inclusão de indivíduos e famílias em situação de vulnerabilidade econômica. Essas ações formam a espinha dorsal da estratégia estadual para melhorar a qualidade de vida da população.
Um dos pilares dessa estratégia é o programa MS Supera, que concede um benefício de 1.621,00 reais a estudantes de baixa renda que cursam o Ensino Médio Profissionalizante e o Ensino Superior. Em 2026, o programa expandiu suas vagas para um total de 2.500, e, somente neste mês, 750 novos estudantes foram convocados para formalizar a concessão do auxílio.
Outra iniciativa crucial é o Mais Social, que se destaca por sua abordagem inovadora na retirada de famílias da pobreza. Quase 900 de seus beneficiários já participaram dos cursos oferecidos pelo MS Qualifica, buscando capacitação para oportunidades de emprego e fomento ao empreendedorismo. O programa atende atualmente 46 mil famílias com cartões de benefício e se empenha em uma busca ativa em todos os 79 municípios do estado para identificar e incluir pessoas em extrema pobreza que não recebem outros auxílios, invertendo a lógica tradicional dos programas sociais.
Além dessas ações, o Governo do Estado mantém outros programas de apoio. O Cuidar de Quem Cuida já beneficiou mais de 2 mil pessoas, enquanto o Energia Social é responsável pelo pagamento das contas de luz de milhares de lares. O Recomeços oferece suporte a mulheres que foram vítimas de violência. Complementarmente, são distribuídas 20 mil cestas alimentares todos os meses a comunidades indígenas, abrangendo 88 aldeias localizadas em 27 municípios.
A melhoria na segurança alimentar também é evidente. Segundo o módulo de Segurança Alimentar da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do IBGE, 34 mil famílias sul-mato-grossenses deixaram a condição de insegurança alimentar apenas no ano de 2024.
A trajetória de redução dos indicadores de pobreza em Mato Grosso do Sul é consistente, registrando declínio desde janeiro de 2023. A Síntese de Indicadores Sociais do IBGE aponta que mais de 40 mil pessoas saíram da pobreza entre 2023 e 2024, considerando um rendimento domiciliar per capita de até 6,85 dólares por dia.
No cenário da extrema pobreza, definida por um rendimento de até 2,15 dólares diários per capita, o estado observou uma queda significativa de 40,74% ao longo de dois anos. Com esse resultado, Mato Grosso do Sul figura entre os estados com os menores índices de extrema pobreza no Brasil, ocupando a terceira posição com 1,6%, ao lado de Mato Grosso e Goiás. Santa Catarina lidera com 1,2%, seguida pelo Rio Grande do Sul com 1,4%.